A dor na lombar, também chamada de lombalgia ou low back pain (LBP), é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor na região entre a margem inferior das costelas e os glúteos pode ser aguda ou crônica, afetando a mobilidade e a qualidade de vida de milhões de pessoas.
O que é dor na lombar?
A lombar é a parte mais baixa da coluna, responsável por sustentar grande parte do peso do corpo e por possibilitar movimentos essenciais, como inclinar-se, levantar pesos e caminhar. A dor nessa região pode ser:
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Aguda (até 6 semanas)
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Subaguda (6–12 semanas)
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Crônica (acima de 12 semanas)
Na maioria dos casos (≈ 90%), não há uma causa estrutural definitiva identificável — fala-se então em lombalgia inespecífica.
Por que a dor lombar acontece? (e o que a ciência diz)

1. Postura inadequada e tempo sentado
Vários estudos mostraram que postura incorreta ao sentar, manter posições estáticas por longos períodos e ausência de pausas estão associados a uma maior prevalência de dor lombar. Uma revisão recente com mais de 7.000 participantes encontrou forte associação entre tempo prolongado sentado, postura incorreta e dor lombar, especialmente quando há poucas pausas e pouca variação de posição durante o dia. Além disso, trabalhos que exigem longos períodos de postura fixa estão relacionados a maiores taxas de lombalgia, mostrando que postura e ergonomia influenciam fortemente esse tipo de dor.
2. Fatores ergonômicos e ocupacionais
Estudos epidemiológicos indicam que fatores como postura inclinada para frente ao sentar, levantamento de pesos e movimentos repetitivos estão associados a maior risco de dor lombar em ambientes de trabalho.
3. Desequilíbrios musculares e sedentarismo
Pesquisa aponta que ficar sentado por longos períodos, aliado ao sedentarismo, pode levar a desequilíbrios musculares na pelve e no tronco, favorecendo desconforto e dor lombar.
4. Custo biopsicossocial da lombalgia
Estudos clínicos destacam que a dor lombar não afeta apenas a mobilidade física: ela pode reduzir funcionalidade, qualidade de vida e até impactar psicologicamente o indivíduo.
Quando a dor lombar merece atenção profissional

Embora a maior parte das dores lombares não seja grave, procure um médico ou fisioterapeuta se:
🔹 a dor for intensa e persistente
🔹 houver irradiação para pernas, formigamento ou perda de força
🔹 a dor surgir após trauma ou queda
🔹 houver sinais sistêmicos (febre, perda de peso)
Esses sintomas podem indicar causas específicas como hérnia de disco ou problemas estruturais da coluna.
O papel da postura e ergonomia na prevenção
Postura correta ao sentar
Manter as costas alinhadas, os pés apoiados no chão e evitar posições “curvadas” aumenta o conforto e reduz a sobrecarga na lombar.
Pausas e movimento
Incluir pausas ativas ao longo do dia — levantando-se, alongando-se e mudando de posição — diminui o risco de tensão muscular e desconforto lombar.
Apoio lombar como aliado
Uma revisão científica recente concluiu que apoios lombares podem reduzir significativamente a dor e melhorar a qualidade de vida em pessoas com LBP, especialmente em profissões de alta demanda física, ao favorecer a estabilização da coluna e reduzir a carga muscular.
Conclusão
A dor lombar é comum e multifatorial, frequentemente relacionada à postura, ergonomia e hábitos de vida. Embora em grande parte dos casos não haja uma causa estrutural clara, a pesquisa científica indica que:
✔ manter boa postura e ergonomia reduz a sobrecarga na coluna
✔ tempo excessivo sentado e má postura são fatores de risco para dor lombar
✔ apoios lombares podem ser um recurso não farmacológico útil para alívio
Se a dor persistir ou for intensa, procure orientação profissional para avaliação e tratamento adequado.
